sábado, 30 de junho de 2012

Há 10 anos, o Brasil conquistava o penta

A Copa do Mundo de 2002 foi um torneio de surpresas, de exotismo, de experimentos, de novidades. Pela primeira vez na história do esporte mais popular do planeta, a principal competição não aconteceu na Europa ou na América. E pela primeira vez a organização do evento era dividida por dois países, os rivais históricos Japão e Coreia do Sul, mas unidos pelo Mundial.

 Mas, com tanta novidade, quis o destino que dois gigantes decidissem o título: Alemanha e Brasil -- também em um encontro inédito em Copas. O resultado, celebrado hoje, dez anos depois da histórica decisão no estádio Internacional de Yokohama, no Japão, ratificou o Brasil no topo do futebol mundial e consagrou para sempre uma geração de jogadores que saíram do País desacreditados e quase sem apoio.

De tão marcante, o penta da seleção brasileira em 2002 se tornou inesquecível para aqueles que viveram intensamente aquele momento. "Eu me lembro de tudo. Me lembro desde os dias que antecederam a Copa até a final. É uma coisa inesquecível na minha vida", contou Ronaldinho Gaúcho, hoje um veterano que conheceu o ápice, mas que busca a volta dos melhores dias no Atlético Mineiro. Naquele mês de junho, dez anos atrás, foi um dos catalisadores do quinto título mundial para o futebol brasileiro.

Ronaldinho Gaúcho diz lembrar de tudo, mas destaca, claro, o jogo das quartas de final contra a Inglaterra. O 2 a 1, de virada, contra o English Team marcou a vida do então menino de 22 anos, ainda sem toda a fama que ganharia dali em diante. "O jogo com a Inglaterra foi o principal para mim. Foi uma partida em que aconteceu de tudo. Tomamos o gol, eu fiz um, viramos e eu ainda fui expulso".

Mas não são todos os heróis daquela conquista que elegem o confronto contra os ingleses como o mais complicado. Para Cafu, a emoção que sentiu ao levantar a taça como capitão do penta esteve mais ameaçada por outro rival. E engana-se quem pensa ser a Alemanha. "O segundo jogo contra a Turquia foi muito mais difícil do que o da Inglaterra. Era um time que vinha mordido por tudo o que aconteceu no primeiro jogo com a gente. Eles tinham um time certinho", relembrou o ex-lateral-direito da seleção.

Mas, para o capitão do penta, o grupo que se formou em torno de Luiz Felipe Scolari estava tão compenetrado em provar a sua capacidade. "O time queria. Todos queriam, acho que por isso ficou mais fácil transformar numa família, como se transformou. O Felipe (Felipão) conseguiu unir o grupo, fazer o time jogar da forma como ele queria".

Cafu, dez anos depois, relembra a cena que o marcou: a hora de levantar a taça, sobre o púlpito, com a inscrição "100% Jardim Irene" na camisa. "Foi tudo muito espontâneo, acho que por isso que ficou muito bonito". (Paulo Galdieri - AE)


Fonte: Cruzeiro do Sul

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